No Benfica sabemos o quão difícil é um jogador entrar de caras no meio campo do Benfica. Das duas uma, ou tem muita qualidade e é um fora de série e JJ vê nele o jogador ideal para a sua ideia de jogo ou então não é um fora de série mas já percebe a ideia de jogo do seu treinador. Esta época Jorge Jesus foi quase obrigado a colocar Samaris a jogar na posição de 6. É uma zona do campo que exige muito do jogador, sobretudo exige que o jogador entenda o jogo e percebe onde deve se colocar a cada momento diferente do jogo. O meio campo do Benfica ainda para mais no domingo passado no pode contar com o Enzo que é essencial no modelo de jogo de Jorge Jesus. Avançou Talisca para o seu lugar. O Benfica na primeira metade do jogo sentiu imensas dificuldades sobretudo porque estava a perder no meio campo, não pela qualidade individual mas sim pela forma de entendimento de Samaris e Talisca. O Arouca aproveitou muito bem essa fragilidade do Benfica para criar perigo. No entanto a qualidade individual do Benfica acabou por lhes dar a vitória por números expressivos. Samaris e Talisca terão de ser lapidados pelo seu treinador ao longo das sessões de treino e só jogando poderão se tornar melhores. Com Enzo - Samaris, certamente que os erros do grego não se ia notar tanto - erros sobretudo de posicionamento -, mas como também estava Talisca que não tem grandes rotinas a jogar num meio campo a dois e de uma forma complexa notou-se mais.
No Porto-Sp. Braga do passado domingo esteve em grande destaque dois jogadores do meio campo. Quintero e Danilo (Braga). O primeiro porque entrou e deu o que faltava ao Porto; profundidade no corredor central. Danilo deu ao Braga equilíbrio defensivo. Mas também Rúben Neves veio dar outra dimensão ao meio campo do Porto. Mais critério na primeira fase de construção. Lopetegui voltou apostar num meio campo de maior equilibro defensivo mas com pouca riqueza na qualidade do passe e da criatividade. Só Óliver encaixa no perfil mas estava muito preso a dois médios que não conseguiam ligar o meio campo. Marcano e Herrera. No Braga de destacar Danilo, não o conhecia mas quero ver o que este jovem jogador de apenas 18 anos pode fazer. Tiba como médio de transição / organizador de jogo a Micael coube a função de pressionar sem bola e ser o 3º elemento do meio campo desenhado em 4-2-3-1. Na primeira parte o meio campo do Braga saiu por cima diante de um meio campo amorfo e sem ideias o do Porto. Com a alteração de Quintero por Herrera e Rúben por Marcano, o Porto ganhou uma nova vida de um novo jogar a meio campo. Mais critério na transição defesa-ataque, em organização e a chegar ao último terço. Quintero deu muito ao meio campo azul e branco e esta poderá ser a "sua" época. Variações de flanco com critério e aproveitar bem a largura dos laterais ou a dos extremos. Este Porto ganha mais com um trio que gosta de ter bola. Rúben, Evandro, Quintero e Óliver deviam de ser as primeiras apostas de Lopetegui. Campaña começa a espreitar uma oportunidade através do que tem mostrado na equipa B onde tem jogado como pivô-defensivo. Do lado do Braga gostava de ver Rafa - que esteve no Mundial -, atuar como médio mais ofensivo em vez de jogar a extremo esquerdo. Ou Alan no meio. Um 4-4-2 com Danilo - Tiba - Alan - Rafa podia ser uma boa ideia para Sérgio Conceição colocar em campo os seus melhores executantes e tirar o melhor deles.
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