A jornada dos "Grandes"

Penafiel-Sporting

O regresso de um grande a Penafiel a contar para o campeonato nacional ficou marcado por uma goleada dos leões de Marco Silva. Da equipa penafidelense fica uma equipa montada para jogar em bloco defensivo baixo e com os médios centro (1 trinco 2 interiores) apoiar a defesa de modo a fechar o corredor central, onde do meu ponto de vista está um dos pontos fortes do Sporting desta época e onde mora neste momento um dos melhores médios da liga: João Mário. Desta vez atuou com André Martins - que voltou ao onze. Coube, uma vez mais, a Slimani abrir o marcador e desatar o nó em que o jogo se encontrava. O que custou foi mesmo o 1-0, porque dois minutos depois o argelino bisou na partida. O jogo fica também marcado pelo regresso de Montero aos golos (finalmente!). Montero que é dos jogadores mais inteligentes do nosso campeonato. Juntamente com Nani que está a ter um belo regresso ao Sporting construiu o 4-0. Muito bem na assistência para Nani que com um toque subtil pico a bola sobre Haghighi, o guardião que defendeu as redes do Irão de Carlos Queiroz no Mundial de 2014. Uma contratação desta época do Penafiel. Haghigi estava no Covilhã na época passada. Resultado justo em detrimento do que o Sporting fez para ganhar o jogo, talvez exagerado nos números tendo em conta o esforço do Penafiel em tentar equilibrar as coisas usando as suas armas. 



Porto-Sp. Braga

Um jogo de grande intensidade e bem jogado por ambas as equipas, dos melhores jogos do nosso campeonato até ao momento. Um jogo marcado pela dimensão do meio campo. Lopetegui apostou inicialmente no meio campo de Lvyv com Marcano-Herrera-Óliver, um meio campo de equilibrios defensivos com Marcano, um homem para transições e tentar romper linhas, Herrera e Óliver como médio mais ofensivo e com a missão de ser o maestro da equipa. Braga viu em Danilo a sua âncora defensiva, bem posicionado e sempre em ajuda aos defesas, dos melhores em campo. Uma revelação. Tiba funcionou com médio também de equilibrios mas com missão de apoiar Rúben Micael ofensivamente e recuar sem bola. Rúben Micael e Zé Luís tinham a missão de em organização defensiva de pressionar a primeira fase de construção do Porto - que uma vez mais esteve mal -, um deserto de ideias. Médios de costas para o jogo e sem conseguir dar profundidade ao corredor central. O empate era o resultado justo ao intervalo. Lopetegui mexeu na equipa ao intervalo e deu ao meio campo uma maior clarividência. Entrou Rúben e Quintero. Com Rúben a equipa ganhou um construtor de jogo em zonas recuadas mas sempre de frente para o jogo. Com Quintero ganhou uma maior presença junto da área adversária e um definidor de jogo no último terço. O Porto chegou ao 2-1 por Quintero. Entrou muito bem em jogo e sempre a definir bem os tempos de passe e de rutura, sempre a virar o centro de jogo como gosta Lopetegui, e com critério no passe. Facilmente havia variações de flanco. Um jogo vivido até a última gota. Os treinadores foram mexendo de forma a que a equipa se adapta-se ao que queriam. Sergio Conceição tentou com as 3 substituições tornar a equipa mais ofensiva (Éder, Alan e Pedro Santos), mas sem sucesso. Lopetegui mexeu bem ao intervalo e gastou a terceira alteração para dar tranquilidade ao meio campo com Evandro. 


Benfica-Arouca

Neste momento falar em jogos do Benfica é inevitável não falar em Talisca. Uma contratação não consensual e duvidosa nos universo do Benfica mas que até ao momento tem estado muito bem e a ser uma apostar forte e justificada de Jorge Jesus. Mesmo sendo um jogador que ainda demonstra limitações ao nível de entendimento do jogo, mais visível quando joga no meio campo como foi o caso de ontem na ausência de Enzo. A âncora deste Benfica de Jorge Jesus. Benfica que não esteve muito bem durante toda a partida e até foi sofrendo na primeira parte do jogo. Artur teve de abrir o livro e começar a mostrar que afinal de contas tem qualidade. Um bom par de defesas que foram evitando o golo do Arouca de Pedro Emanuel. Arouca que se apresentou na Luz com ambição de pontuar mas numa postura defensiva e apostados em tentar em transições defesa-ataque surpreender os encarnados. E foram conseguindo mas esbarraram no muro Artur. O Arouca também beneficiou da falta de entrosamento do duo de médios interiores que Jorge Jesus apresentou ontem; Samaris - Talisca. Deram espaço evidente no corredor central e não conseguiam ligar o jogo do Benfica. Tal como no jogo do Sporting, ao Benfica o que custou foi o primeiro a entrar porque depois só parou nos 4-0. Talisca abriu o marcador e Jonas, o estreante, fechou a contagem. Ola John entrou bem mais uma vez e esteve em dois golos, assistiu Salvio no 3-0 e Jonas no 4-0. 

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