Em suma, ganhou ontem quem colectivamente e estrategicamente foi mais forte e mais eficaz. Jorge Jesus percebeu onde o Porto é mais fraco (primeira fase de construção) e soube anular muito bem a sua primeira fase de construção, condicionou a saída de bola dos 2 centrais (Indi e Marcano não são muito fortes na saída de bola, Lichnovsky que anda pela equipa B seria um upgrade), e condicionou os corredores laterais. O Porto viu-se obrigado a ter de bater longo (várias duelos Jardel - Jackson) à procura da profundidade e da largura dada pelos extremos. Não obstante, o Porto apesar das dificuldades em construir e a jogar pelo espaço interior (aqui talvez mais por não serem ainda uma equipa que "goste" de explorar mais o corredor central) conseguiu criar várias oportunidades de golo e podiam ter feito pelo menos 1/2 golos. Alguma incompetência, azar (traves) e um grande guarda redes também pararam os remates do Porto. Júlio Cesar, foi uma das chaves do jogo para o Benfica sair do Dragão com 3 pontos.
Apesar dos 2 golos o Benfica ofensivamente foi fraco a criar oportunidades de golo e chegar mais vezes ao último terço. Foram mais pragmáticos e Jesus apostou em meter a sua equipa em organização defensiva e apostar depois nas transições ofensivas - onde são muito fortes.
Individualmente há a destacar um jogador: Enzo. Excelente na ocupação de espaços, a pressionar, a pegar na bola e a queimar linhas ou simplesmente em condução com a bola para resfriar o jogo. O Porto tem melhores individualidades, mas o problema esbarrava sempre em Enzo. Do lado do Porto...Óliver Torres. Como cresce o miúdo. Jogo para jogo demonstra que é um predestinado ao sucesso.

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