Um jogo de sentido único, sobretudo depois dos primeiros vinte minutos da primeira parte. O Porto hoje apresentou-se na Suiça muito superior em relação ao Basel de Paulo Sousa. A equipa de Paulo Sousa (actual líder do campeonato suíço) é uma equipa no seu todo bastante inferior (individualmente) ao Porto. O Porto tem melhores interpretes em relação ao Basel em todos os sectores do campo, salvo uma ou outra excepção. Paulo Sousa montou a sua equipa num 4x3x3, normalmente são uma equipa que joga com o bloco alto e de muita pressão, pressão a toda a largura e e pelo campo todo, além disso gostam de ter a bola e de jogar curto e em apoios. Nos primeiros vinte minutos conseguiram equilibrar o jogo, boa pressão e alguma circulação (boa) de bola. O golo de Derlis nasce numa jogada típica dos suiços, Streller baixa para atrai um dos defesas e há depois a diagonal do jovem paraguaio. Um boa combinação. O Porto com bola obrigou o adversário a correr muito e tirou-lhes o que eles mais gostam de ter...A bola, pois claro. Sem isso não constroem nem criam ocasiões para golo nem conseguem controlar o adversário. O Porto foi sempre superior e teve as melhores (e mais) ocasiões para fazer golos. No Dragão, com maior ou menor dificuldade, penso eu que vão acabar por eliminar o Basel. De destacar nos dragões a boa exibição do Óliver, sempre muito dinâmico, sempre a dar linhas de passe e sempre a tomar as melhores decisões para cada lance que tem o seu cunho. Os laterais (Danilo e Alex Sandro) quer atacar e defender. Jackson, continua igual a ele mesmo, facilidade em segurar e esperar pela equipa ou rodar e partir para cima da linha defensiva. Só lhe faltou o golo. Rúben Neves e Quaresma entraram bem e mexeram com o jogo.
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