Liga dos Campeões: PSG x Chelsea

Ontem regressou as noites mágicas da Liga dos Campeões e há quem diga que agora é que vai começar a verdadeira Liga dos Campeões, onde os melhores se defrontam e os verdadeiros jogos emocionantes e tácticos vão aparecer.

José Mourinho voltou a montar a sua equipa para um noite de pragmatismo e resultadismo, é o que define melhor o Mourinho dos tempos recentes. Um treinador pragmático e resultadista. O Chelsea apareceu em 4x2x3x1 com um bloco baixo (propositado) e apostar nas transições defesa-ataque e virado para o virtuosismo de Hazard e Willian nas alas e a profundidade de Diego Costa, com Fàbregas a 10 para o último passe e ser o organizador / maestro do Chelsea no último terço. Do outro lado, o PSG. Uma equipa também de muitas estrelas mas que desta vez viu-se privado de quatro por lesão. Aurier, Lucas  Moura, Cabaye e Thiago Motta, a juntar os convocados (e utilizado) Pastore e Rabiot que estavam condicionados. Uma equipa montada num 4x3x3 ou num 4x3x1x2 (Cavani por dentro e Lavezzi numa das alas). Uma equipa que teve em Verratti o seu maestro, o regista italiano ontem mais a 8 com David Luiz (adaptação) a 6 e Matuidi como box-to-box a disputar todos os lances com muita intensidade e a correr vários quilómetros em campo. Voltando a Verratti, é um dos meus médios preferidos da actualidade, trata a bola por "tu" e tem muita criatividade. O PSG esteve melhor em todo o jogo, teve mais bola e mais ocasiões, foi mais equipa em termos ofensivos e defensivos (salvo o golo) conseguiram retirar a profundidade ao Chelsea pelo corredor central anulando bem o Diego Costa. O PSG ganhou mais em puxar Cavani por dentro para criar desequilíbrios defensivos no Chelsea e, não é por acaso, que o PSG marca o seu golo. Linha dada ao lateral e médio-interior do lado esquerdo e Cavani à nº 9, estava na zona de finalização para cabecear para o fundo das redes. Não fosse a brilhante exibição de Courtois e o PSG teria ganho o jogo com alguma facilidade até. Como disse antes, teve mais e as melhores oportunidades de golo. Agora em Londres, Mourinho tem a faca e o queijo na mão e só depende dele para seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Conseguiu o que queria, não perder. Empate com 1 golo e a levar para sua casa a eliminatória como tanto gosta. Esperemos que não se repita como na meia-final do ano passado com o Atlético. Era interessante para o jogo que ambas as equipas estivessem na máxima força. 

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