Foi dos derbies que menos se jogou, um derby não de um só sentido, mas num jogo onde houve “táctica-pura”. Existiu uma estratégia bem alinhavada por Jorge Jesus, uma vez mais usar o fator surpresa, usou André Almeida juntamente com Samaris no meio campo. Em cunha, lado a lado, pondo o Benfica a jogar num 4x4x2 clássico, com duplo-pivot e dois extremos (ontem médios) a recuar no terreno (mais que o habitual) para ajudar a defender, mas sobretudo para fechar os espaços nos corredores. Jorge Jesus abdicou da criatividade ofensiva no 2º médio (posição 8 / 10) para dar mais consistência defensiva no meio e asfixiar o trio do Sporting (William, Adrien e João Mário), obrigado ao Sporting a lateralizar o seu jogo. O Sporting não conseguiu usar o corredor central para atrair jogadores adversários para depois lançar bolas para os corredores laterais onde estava Nani e Carrillo. O Benfica não “dançou” na circulação de bola do Sporting que era muitas vezes obrigado a construir por fora (da pressão) e a lateralizar em demasia o seu jogo. Embora foi a equipa que mais ocasiões de golo dispôs e mais fez para ganhar o jogo. Viu-se ontem um Benfica sem capacidade de construção (passes falhados e falta de criatividade no meio campo), um Benfica a procurar defender o jogo (quase) todo e a jogar numa toda baixa. De ritmo baixo. Como foi o jogo, basicamente. Mal jogador, de pouco risco e de muito pragmatismo. Imperou o empate quando já se esperava um desfecho favorável ao Sporting. Demasiada precipitação e ansiedade depois do 1-0.
Individualmente em bom destaque o William, os (jovens) centrais do Sporting, Paulo Oliveira e Tobias Figueiredo, Jonas sempre ajudar a defender e a tratar bem a bola atacar. Pouco mais há a dizer. A dupla do meio campo do Benfica não é, de todo, a melhor dupla e tiveram alguns erros técnicos.
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