Ontem consumou-se a eliminação do Chelsea da Liga dos Campeões, um jogo em que o Chelsea voltou a não conseguir superiorizar-se ao Paris Saint-Germain que à passagem da meia hora de jogo ficou reduzido a 10 elementos por expulsão (duvidosa) de Zlatan Ibrahimovic. O Chelsea ao longo desta eliminatória nunca conseguiu ser uma equipa que merecesse passar a eliminatória, e isso foi demais evidente em Paris. Teve a sorte do seu lado, teve aliás, Courtois inspirado que salvou o jogo e adiou a decisão final da eliminatória para o jogo de ontem em Londres. Mourinho, basicamente, sem saber ler e escrever conseguiu em Paris um resultado bom para ele e para a sua equipa. Empate com golos e a eliminatória ter de ser decidida em sua casa. Na cabeça dele ia a eliminatória da época passada em que conseguiu virar um resultado negativo para positivo e acreditou (uma vez mais) no seu pragmatismo que ia segurar, no mínimo, o empate a 0. O Chelsea de Mourinho deste momento já não é o mesmo que iniciou a época, um Chelsea com criatividade no processo ofensivo (dado pelos jogadores, mas também pelo modelo), os seus jogadores jogam bom futebol, futebol de qualidade. E aí pensava-se que Mourinho estava a voltar ao que nos habituou na primeira passagem pelo Chelsea e ao que habituou os portugueses quando esteve no Porto. Uma equipa que dominava todos os momentos de jogo (organização ofensiva / defensiva; transição ofensiva / defensiva). Via em Fàbregas o seu principal construtor de jogo, mas havia toda a uma envolvencia em torno da organização ofensiva, várias linhas de passe ao portador, jogadores por dentro do bloco e prioridade em atacar pelo corredor central. O de hoje em dia é um Chelsea cheio de pragmatismo e baseado em somente transições ofensivas, vive muito do que o adversário lhe der. Ontem como teve de assumir o jogo teve mais dificuldades em sair na transição, sobretudo pela velocidade de Hazard, mas também de Óscar, Ramires e depois Willian. O primeiro golo é pura sorte do Chelsea.
O Paris Saint-Germain conseguiu com 10 elementos em campo desde a meia hora de jogo ser uma equipa muito aguerrida e a jogar o jogo da melhor forma que lhe era possível. As bolas paradas também lhes sorriram e acabar por seguir em frente com mérito. Foram melhores tanto em Paris como em Londres. Não fosse Courtois em Paris e teriam ido ontem a Londres com a eliminatória na mão. É uma equipa recheada de bons talentos (tal como o Chelsea), mas quero ver como Blanc terá criatividade para por este PSG a jogar ainda um melhor futebol e ver até onde podem chegar neste Liga dos Campeões.

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