O Borussia Dortmund conseguiu na
noite passada na casa do Bayern Munique a passagem à final da Taça da Alemanha
(DFB-Pokal). Não foi no tempo regulamentar que a passagem ficou carimbada mas
sim depois de meia hora de prolongamento, na lotaria das grandes penalidades.
Onde o Bayern falhou as quatro grandes penalidades a que teve direito a marcar
(2-0, resultado final nas grandes penalidades).
Uma primeira parte de sentido
único onde o Bayern conseguiu dominar, por em campo o seu futebol de posse, circulação
e paciência. Guardiola entrou hoje num 3x5x2 com o regresso de Benatia ao onze
e com o lateral Rafinha a jogar como defesa-central do lado esquerdo, Boateng
jogava sobre o centro. Klopp arrojou num espécie de 4x3x3 com Kagawa a falso
nove, Reus e Aubameyang nas alas e Kuba a jogar mais sobre zonas interiores ao
com Gundogan e Bender. Kagawa nesta adaptação acabou por passar ao lado do jogo
e só aparecia nas imagens quando a defesa do Bayern tinha a bola e ele era o
homem (juntamente com os extremos) de ir pressionar o portador da bola. Muito
apagado o japonês, também muito em culpa pela falta de bola que o Dortmund teve
na primeira parte. O Bayern foi para o intervalo a vencer por 1-0 num golo do
ex-Dortmund, Robert Lewandowski.
A segunda parte foi mais mexida,
mais dinâmica e ousada. Até porque o Dortmund operou uma mudança tática,
passagem de um 4x3x3 para um 4x4x2 com Kuba na direita e Mkhitaryan (substituiu
Kagawa) na esquerda e com Reus e Aubameyang soltos na frente de ataque. O
Bayern manteve numa fase inicial o 3x5x2, mas viria mais tarde a mudar, e
passou para um 4x3x3, voltou ao 3x5x2 a acabou em 4x3x3, a facilidade com que
mudam de sistema é brutal. E é sempre bem conseguido e sem que se note grandes
diferenças na forma dos jogadores estarem em campo. Muito oleada esta máquina
de Guardiola.
Robben foi o primeiro a entrar na
equipa de Munique… e aos 84’ (já com o resultado de 1-1) teve de sair de campo
novamente lesionado, entrou Gotze para o seu lugar. Um novo contratempo para
Guardiola. Que viu a sua equipa aos 75’ minutos sofreu o golo do empate por
Aubameyang a finalizar aparecendo ao 2º poste num cruzamento da esquerda para a
direita de Mkhitaryan. Foi esta a fase (depois do golo) onde se viu o melhor
Dortmund, com grande ascendente no golo e a criar perigo, podiam mesmo ter
feito o 1-2, por duas ocasiões, mas estava lá o suspeito do costume, Neuer. O
jogo foi mesmo para prolongamento.
Novamente o Bayern por cima mas
sem conseguir transformar a superioridade que tinha com bola em golos,
construíam, criavam mas não marcava. Até porque esteve em grande na baliza do
Borussia, o australiano Langerak. Nas grandes penalidades… Eficácia do Dortmund
e pouco asserto dos jogadores do Bayern, basicamente. Langerak e Neuer
defenderam uma cada um, mas Lahm e Xabi Alonso escorregaram nos dois primeiros
e Neuer na última oportunidade atirou ao ferro.
Depois de uma época desastrosa a
nível interno o Borussia consegue ainda assim chegar à final da Taça da
Alemanha, o que é muitíssimo bom. Klopp terá assim (espera-se) uma despedida
honrosa e com a possibilidade de conquistar um último troféu ao serviço do
Borussia Dortmund.


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