A Juventus conseguiu levar a
melhor na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões. Têm assim a
vantagem de um golo que terá de ir defender a Madrid, ao Santiago Bernabéu. A
Juventus foi fiel ao que tem vindo a ser a sua estratégia nos jogos europeus,
sobretudo. Um sistema de 4 defesas – 2 laterais e 2 centrais, o contrário do
3-5-2 do campeonato e de Conte na época passada -, um 4x3x1x2. Vidal como médio
mais ofensivo, mas só no papel, porque ele esteve em todo o lado e nunca tinha
visto um jogador a levar tão à letra o conceito de box-to-box, é que ele de facto estava em todo o lado quer atacar
quer a defender, foi um jogador determinante. Como foi Marchisio (no passe para
Tevez), Tevez e Morata.
A Juventus dominou durante a
primeira meia hora, entrou forte, pressionante e a tomar conta da bola. Teve
logo uma entrada tão forte que podia ter marcado logo nos minutos iniciais, mas
Vidal acabou por atrapalhar-se com a bola (tirando isso teve sempre bem). Uma
equipa igual a si mesma, com posse de pé para pé nas primeiras fases de
construção (entre Buffon – defesas – meio campo) mas depois procuravam um passe
mais vertical para chegar à área do Real Madrid, e conseguiram-no várias vezes.
Tevez recuava mais no terreno para pegar na bola, Morata mais fixo (mas também
se soltava bastante e fez um belo jogo) entre os centrais e Vidal a preencher
todo o meio campo. O Real Madrid teve dificuldades em contrariar a Juventus e
acabou por sofrer um golo aos 9’ minutos por Morata (ex-jogador do Real Madrid)
e o golo aparece numa combinação Marchisio – Tevez, que exploraram muitíssimo
bem clareira aberta por Varane e Marcelo no lado esquerdo da defesa. O Real
Madrid após o golo sofrido reagiu – bem – e começou a subir no terreno,
empurrou a Juventus para trás e com boa circulação, alguma paciência e
criatividade chegaram ao golo do empate apontado por Cristiano Ronaldo. Uma
ponta final de primeira parte onde os espanhóis estiveram melhor e podia ter
feito o 1-2 numa bela combinação entre Isco e Marcelo que serviram James mas
este com uma cabeçada mandou ao poste (talvez tenha sofrido um ligeiro desvio a
bola por ter batido no pé de Sturaro).
No segundo tempo a mesma toada da
primeira, a Juventus a entrar melhor e a controlar o jogo com bola. Vidal e
Marchisio continuavam a tomar conta do meio campo com Pirlo e Tevez e Morata em
bom plano. Em contrário víamos uma exibição desastrosa de Sérgio Ramos e
Marcelo e também do galês Bale. Acaba por ser numa jogada atípica que surge o
penalti que deu o 2-1 para a Juventus. Um remate à entrada da área de Kroos que
dá numa transição rápida para Tevez que foi progredindo com bola pelo centro do
terreno até entrar na grande área e ser derrubado por Carvajal.
Com o 2-1 feito assistimos àquilo
que é a escola italiana. Pragmatismo puro. Allegri mete o 3º central (Bazagli)
e passa a jogar num 5x3x2 / 3x5x2. Apostados depois na velocidade dos dois
avançados e na intensidade de Vidal. Encostaram-se à sua grande área e foram
suportando as investidas do Real Madrid. Cruzamentos e mais cruzamentos… Uma
constante neste Real Madrid. Chicharito quando entrou ainda agitou as águas por
uns minutos mas acabou engolido pela organização defensiva da Juventus.
Assistimos nesta ponta final do jogo aquilo que poderá ser a 2ª mão em Madrid.
Um Real Madrid a querer vencer e a esticar o seu jogo com muitas bolas na área
e do outro lado uma Juventus coesa, fechada a 30 metros e procurar depois
esticar o seu jogo para os dois avançados. Será novamente interessante ver como
irão os dois treinadores italianos prepararem as suas respectivas equipas para
o embate da próxima quarta-feira (dia 13 de Maio) em Madrid.

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