Thiago Alcântara foi um pedido
especial de Pep Guardiola assim que chegou ao Bayern Munique. Foi Guardiola que
lançou Thiago na equipa principal do Barcelona na época de 2010/2011, ele que
na altura teria cerca de 17 anos e competia pela Equipa B dos catalães. Desde
cedo se percebeu que havia muita qualidade nele. Um jogador com muita técnica,
bom no drible curto e no 1x1 e com boa capacidade de decisão, bom também na
recepção e passe (uma obrigação em Lá Másia (academia do Barcelona)). Ele é que
filho de Mazinho (ex-campeão do Mundo com o Brasil) e irmão de Rafinha
Alcântara (que também já está a competir na equipa principal do Barcelona).
Filho de brasileiros mas com nacionalidade espanhola.
Thiago transferiu-se então para Munique
depois de várias épocas em Barcelona e onde nunca foi considerado titular
absoluto (até era dado como o herdeiro de Xavi). Guardiola sentiu que estava
ali o médio que precisava para dar criatividade ao seu meio campo. Era como um
braço-direito que Guardiola precisa-se para o seu jogo em Munique, trazer um
pouco do perfume de Barcelona para a cidade da Baviera, e Thiago foi o
escolhido até porque Guardiola sabia que o jovem hispano-brasileiro iria jogar
pouco em Barcelona.
Os problemas começaram a surgir
em meados do mês de Março quando Thiago rompeu os ligamentos do joelho direito
em vésperas das meias-finais da Liga dos Campeões. Recuperado e preparado para
voltar à competição, o médio-criativo, voltou a ressentir-se e acabou por ficar
de fora das contas de Del Bosque para o Mundial. Teve mesmo de ser operado. Em Outubro
do ano passado quando se preparava para regressar… Nova recaída! A terceira em
pouco tempo. Uma infelicidade para este jovem.
Um ano depois voltou à
competição, e estreou-se logo com o Borussia Dortmund, entrou aos 69’ minutos
de jogo. O jovem hispano-brasileiro teve o seu “prémio” na dupla jornada com o
Porto, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Jogou bastante, marcou e
ajudou a sua equipa a passar às meias-finais. Mostrou toda a sua técnica, a sua
capacidade de reacção, a sua qualidade no passe e no drible. Aos poucos e
poucos vai voltando à sua melhor forma, e esperemos que sim porque são
jogadores como Thiago que nos fazem apaixonar pelo futebol. Atrevo-me a dizer
que se mais nenhuma lesão (grave) aparecer estaremos perante um dos próximos
grandes médios do futebol mundial. Tem futebol da cabeça aos pés. E deliciou os
apaixonados do futebol na passada terça-feira ao fazer uma “vírgula” no meio de
dois adversários.


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