O Boavista conseguiu nesta
jornada a manutenção tão desejada por todos no clube. Venceram o Moreirense por 3-1. É, seguramente, a melhor
noticia para a nação boavisteira depois do “sim” dado ao clube para que
regresse ao principal escalão do futebol português depois de vários anos de ausência.
Um plantel com muitas entradas e de variadíssimas nacionalidades. Não foi fácil
o começo mas Petit percebeu as dificuldades que ia ser a época e moldou a
equipa ao seu gosto. Reconheceu limitações e fez questão de as esconder o
melhor que podia. Montou sempre uma equipa com bloco médio/baixo (maioria dos
jogos baixo), um bloco coeso e agressivo, uma equipa que ia vivendo da sua
organização defensiva e transição ofensiva. Usualmente jogavam em 4x2x3x1 mas
que muitas vezes eram um 4x5x1. Têm como “melhor” (no sentido histórico e
prestigiante) o empate a 0-0 no Estádio do Dragão, na 5ª jornada. O Bessa foi
claramente o seu forte, 8 vitórias por lá conseguidas, vencendo o Sp. Braga e o
Vitória de Guimarães. Dadas as condições da superfície do relvado (sintético) e
o ambiente vivido no Bessa ajudaram imenso a equipa. De destacar
individualmente o Zé Manuel, um extremo de 24 anos com passagens pelo Braga
“B”, Vizela, Cinfães e Merelinense, andou meio perdido mas veio encontrar um
Boavista que o deixou jogar e mostrar-se à I Liga. Pode dar mais ao nosso
futebol. Uma história que acaba bem com um começo a bem e um final excelente.
Não há como não simpatizar um bocadinho com este Boavista que vindo da III
Divisão (Campeonato Nacional de Seniores) conseguiu formar um plantel e
espremer o máximo de sumo disponível em cada jogar e assim conseguir a
manutenção. O Boavista vai continuar no “seu” lugar. O Boavista de Petit.
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